Diga eu te amo primeiro – o poder da vulnerabilidade

Postado em set 11, 2016 - Blog

eu te amo

Compartilho um assunto que tem tomado minha mente e meu coração nos últimos tempos. Tenho pesquisado sobre a vulnerabilidade e tentado me familiarizar com sua presença em minha vida. Mais do que isso… procuro me relacionar a partir dela, o que não é fácil, e por vezes pode se tornar um caminho solitário, mas altamente compensador.
Seguem minhas percepções.

O que você pensa quando escuta a palavra vulnerabilidade? Normalmente a associamos a situações que expõem nossas fragilidades e fraquezas e quase sempre queremos evitar sua presença em nossas vidas.
Brene Brow, em sua pesquisa sobre o assunto, descobriu que as pessoas com um forte senso de amor e de pertencimento são aquelas capazes de estabelecer conexões fortes e verdadeiras. E para que isso aconteça duas características são necessárias: a vulnerabilidade e a coragem.
Vulnerabilidade significa a disposição de se expor, de se expressar de uma forma autêntica, sem garantias ou seguranças. Se relacionar a partir da vulnerabilidade demonstra uma grande capacidade de correr riscos, de se desarmar das couraças e armaduras construídas pelo caminho e de se atirar no vazio.
Vulnerabilizar-se traduz uma atitude de coragem. Coragem, nesse sentido, não significa bravura, mas sim uma disposição de se mostrar ao outro e a si mesmo de forma genuína. Coragem de ser imperfeito e, por isso, lindo!
Só assim, através da vulnerabilidade e da coragem de nos mostrarmos ao mundo como somos, a conexão pode se dar de forma genuína e com profundidade.

Um estudo realizado pela Universidade de Harvard ao longo de 75 anos e que acompanhou a vida de 724 homens – o maior estudo já realizado sobre a felicidade humana – concluiu que o que nos torna verdadeiramente felizes e saudáveis não é nosso padrão de renda, status ou bens adquiridos, mas a qualidade de nossos relacionamentos.

Os estudos se conectam. A felicidade advém da qualidade dos nossos relacionamentos e para que conexões fortes e verdadeiras aconteçam devemos nos vulnerabilizar.

Porém, normalmente o que fazemos é exatamente o contrário: queremos controlar e prever todas as situações de nossas vidas achando que teremos alguma segurança no processo. Não nos vulnerabilizamos e nos relacionamentos a partir de nossas máscaras sociais. Consequentemente, conflitos são gerados, a comunicação se torna dificultosa e o desamor prevalece.
Tudo isso é fruto de um grande medo de nos mostrarmos como somos, com todas nossas sombras e imperfeições… achamos, equivocadamente, que não seríamos amados e acolhidos se nos expuséssemos genuinamente. No fundo, temos medo do julgamento, da avaliação, de não correspondermos às expectativas dos outros.

O que os estudos apontam, no entanto, é que a vulnerabilidade é a chave para o pertencimento, a alegria, a criatividade, a felicidade, o amor.

Conclusão: Se deixe ser visto profundamente. Não esconda nada. Se arrisque. Diga eu te amo primeiro… ame com todo seu coração, mesmo que não haja garantia de reciprocidade. Corra riscos… se jogue!

Aliny Mocellin
Idealizadora e guardiã do Terraluz

Brene Brow – https://www.youtube.com/watch?v=n7tql5Oxol4

Estudo sobre a felicidade – https://www.youtube.com/watch?v=q-7zAkwAOYg