O que vivi com o Ho’oponopono

Postado em mar 9, 2015 - Blog

images (4)

Há tempos fico às voltas tentando escrever esse texto, mas toda vez que tento, travo…
Acho que é porque o processo do Ho’oponopono não tem muita explicação racional, lógica, entendível através do que se escreve… é, sobretudo, uma experiência vivencial.
Já que é assim, eu só tenho a falar/contar como foi e como é minha experiência com o Ho’oponopono.

Há alguns anos o querido amigo e mestre de Reiki, Carlos Humberto Soares, me apresentou o método e, desde então, venho praticando…. mas, confesso, que eu praticava só por praticar… só dizia as frases por dizer…. “sinto muito, por favor, me perdoa, sou grata, eu te amo!” Fiz até uma musiquinha que cantarolava de vez em quando…. foi só no ano passado – o famoso ano de dois mil e catarse! – que pude sentir, viver, experimentar, vibrar, internalizar o método!

Confesso que foi o ano mais difícil da minha vida… tudo aconteceu ano passado! Em alguns momentos, achava que não ia dar conta, mas me lembrava do Ho’oponopono e mantrava: “sinto muito, por favor, me perdoa, sou grata, eu te amo!” e posso dizer: “o Ho’oponopono salvou minha vida!” – meio forte isso, mas é verdade…

Além de ficar mantrando as 4 frases, o método possui algumas premissas básicas:
1) vc é 100% responsável por tudo o que acontece na sua vida;
2) vc pode ser guiado pela memória ou pela inspiração;
3) vc não tem controle sobre absolutamente nada do que acontece na sua vida!

Segundo Dr. Hew Len, discípulo de Morrnah Simeona, idealizadora do Ho’oponopono de Identidade Própria, somos 100% responsáveis por tudo o que acontece na nossa vida – tudo mesmo! Isso porque não existe o lá fora, o que acontece “lá fora” é uma projeção do que acontece dentro de nós. E para mudar o externo, temos que mudar a nós mesmos. Como? Abrindo espaço para o vazio através da purificação/limpeza promovida pelo Ho’oponopono.

Por essa percepção, nós atraímos para nossa vida todos os acontecimentos que vivenciamos –sensações, sentimentos, pessoas, oportunidades, acidentes, perdas, alegrias, etc – mas, na maioria das vezes, não sabemos o porquê de estarmos atraindo essas situações. A tarefa é essa: sair do controle do entendimento e confiar no fluxo, entregando e confiando. “Entrego, confio, aceito e agradeço”. Acredito que a maior lição (pelo menos pra mim) é que o sofrimento é fruto da resistência. Tento, todos os dias, me lembrar da frase de Pema Chodron em seu livro “Quando tudo se desfaz”,que diz: “se sinto tanta dor é porque estou me agarrando com muita força”. Penso que, quando resistimos, nos mantemos em um constante e incessante estado de afastamento da nossa liberdade e inspiração. Acredito que a resistência nos mantém em um estado de ansiedade e empobrecimento espiritual.

Ano passado (2014 – dois mil e catarse!) vivenciei acontecimentos muito difíceis e eu ficava me perguntando: “por que atraí isso?” e é bem verdade que não havia resposta – eu simplesmente não sabia conscientemente dos porquês! O que tinha a fazer era apenas purificar/limpar o que havia em mim que acabou por atrair aquelas situações.

90% do nosso material psíquico é inconsciente, assim sendo, muito do que acontece na nossa vida psicoemocional não passa por nossa consciência racional e lógica, nos trazendo o ensinamento de que não temos controle por quase nada do que acontece conosco!

O conteúdo desse material inconsciente é composto por percepções distorcidas da realidade que se formam desde a infância e acabam por influenciar o comportamento do adulto. Há, ainda, aqueles que acreditam que o material psíquico inconsciente pode ser formado por acontecimentos de vidas passadas.

Essas percepções vão se tornando conclusões firmemente arraigadas a respeito da vida – “imagens” ou “memórias” – que formam padrões rígidos de nossa maneira de ser e de ver a vida. A partir dessas imagens arraigadas, padrões compulsivos negativos são criados e círculos viciosos se autoperpetuam.

Mas, apesar disso, a boa notícia é que podemos liberar e transmutar essas “imagens” ou “memórias” que acabaram por formar nossas crenças arraigadas e padrões limitantes, abrindo espaço para o vazio. Como? Apenas mantrando as 4 frases: “sinto muito, por favor, me perdoa, sou grata, eu te amo”. É só no vazio que a divindade pode se manifestar e nos inspirar, o preenchendo com amor e luz…

Pelo entendimento do Ho’oponopono, temos duas maneiras de viver a vida: a partir das “memórias” ou a partir da “inspiração”. As “memórias” são antigos programas que voltam a ser executados; a “inspiração” é o divino transmitindo-nos uma mensagem. Nós precisamos viver a partir da inspiração. A única maneira de ouvir o divino e receber inspiração é limpando nossas memórias. Precisamos, então, fazer uma purificação/limpeza constante.

O Ho’oponopono não encara os problemas como uma provação e, sim, como uma oportunidade de limpeza. Foi só a partir desse entendimento que comecei a agradecer e a celebrar tudo o que aconteceu, encarando os “problemas” como uma oportunidade de limpeza e de purificação.

Aprendi que os problemas são apenas memórias reencenadas do passado que se manifestam para nos conceder uma oportunidade de enxergar com olhos de amor e agir a partir da inspiração.

Quando vc se purifica, vc purifica o programa, as memórias de todas as pessoas que compartilham dessa memória. Purificando a si, vc purifica o mundo.

Penso que seja esse nosso caminho espiritual e evolutivo: ser nós mesmos a mudança que esperamos que aconteça no mundo. Lembrando que “não existe lá fora!”.

Desejo a todos paz além de todo entendimento.

Com amor,

Aliny Mocellin
Equipe Terraluz